segunda-feira, 17 de julho de 2017

Ioga e a relação com a memória

Em texto publicado no dia 15/07 na Folha de S. Paulo, Julio Abramczyk, Médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, comenda pesquisa publicada na revista "Frontiers in Aging Neuroscience".

Aula de ioga no parque Ibirapuera
Felipe Gabriel/Projetor/Folhapress
A prática de ioga por longo tempo pode conduzir a uma maior espessura do córtex esquerdo pré-frontal do cérebro em áreas associadas a problemas cognitivos como atenção, memória e outras funções executivas. O resultado está em pesquisa de Rui Ferreira Afonso e colaboradores publicada na revista "Frontiers in Aging Neuroscience".

Nos idosos, o cérebro progressivamente pode apresentar declínio cognitivo, um processo mental relacionado à atividade intelectual.

Estudos anteriores sobre ioga sugerem que os sintomas relacionados a esses declínios podem regredir com o sistema de técnicas de respiração e meditação que promovem controle corporal ou mental e bem-estar.

Por meio de exames de tomografia computadorizada, os autores da pesquisa compararam a espessura do córtex cerebral de um grupo de 21 mulheres com mais de 60 anos com grupo de pessoas de mesmo sexo, número e idade que não praticavam ioga.

Os autores, do Hospital Israelita Albert Einstein, do Massachussets General Hospital de Boston (EUA), da UFABC e do Centro de Práticas Esportivas da USP, encontraram maior espessura na região pré-frontal do cérebro das idosas que faziam ioga há pelo menos oito anos.

O estudo teve o patrocínio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e do Iepy (Instituto de Ensino e Pesquisas em Yoga). 

Publicação original aqui.

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